...e que com certeza também não vos hão-de interessar!
- Chamo-me Joana Rosa (olha as novidádji)
- Por muito tempo, odiei o meu último nome. Agora adoro-o!
- Não sei bem quanto peso, mas estou feliz com a minha silhuette.
- Meço 1,59m (tristeza).
- O meu namorado chama-se António Guilherme (chique).
- Se soubesse o que sei hoje, não me candidataria a Psicologia.
- O meu blog já tem 5 aninhos.
- Enervo-me com muita facilidade.
- A paciência não é o meu forte.
- Não consigo ver filmes de terror.
- Prefiro receber uma só flor do que um ramo cheio delas.
- Sou vocalista dos Pink Noise.
- Já me esqueci da letra em palco.
- Não como coelho por opção.
- Adoro porco no espeto.
- Tenho tendência a enjoar nas viagens.
- Sofro imenso com dores nos ossos quando a temperatura desce muito.
- Passo o ano ansiosa pelo Verão, mas depois só vou uma ou duas vezes à praia.
- Gosto de ver o Gui jogar Playstation e de acompanhar os jogos com ele.
- Só gosto de azeitonas pretas.
- Adoro preto e vermelho para tons de decoração.
- Aliás, adoro decoração.
- Sou escritora freelance em part-time.
- As minhas viagens turísticas favoritas foram todas à loja Casa.
- Não me custa levar injecções nem arrancar dentes.
- Já queimei o pé com óleo a ferver e não consegui andar por cerca de um mês.
- Sou fã de Harry Potter.
- Adoro ver Witches Of East End, Walking Dead, The Big Bang Theory, The Middle, Modern Family, Sherlock e Last Man Standing.
- Detesto animes, mas o Gui conseguiu que eu gostasse de ver Naruto.
- Já fui viciada em Coca-Cola (depois deixei de beber).
- Nunca tive medo do escuro.
- Gosto imenso de dançar.
- Por incrível que pareça, não tenho o hábito de cantar no banho.
- Não gosto de reggae, mas ouço Soja.
- Fico sempre muito nervosa a apresentar trabalhos, pelo que evito situações em que tenha que fazê-lo.
- Não gosto muito de ver desenhos animados.
- O meu tipo de filme favorito são as comédias.
- Odeio aves, pelo-me de medo.
- Por falar nisso, sou alérgica a aves.
- Os meus grandes amigos são homens.
- Fui criada entre rapazes, com dois irmãos e dois primos.
- Odeio Matemática. Desde sempre.
- Não faço desporto e confesso que também não gosto.
- Não bebo álcool por opção.
- Não fumo.
- Acho que tenho alma de idosa.
- Sou muito preguiçosa.
- Odeio acordar cedo.
- Gosto de restaurar móveis e objectos de decoração.
- Acho que tenho piada (alguma, vá).
E esta, meus caros, é a mais pura das verdades. Antes de entrarmos, tenho sempre que lhe dizer "Só vamos comprar X, escusas de pedir para levar mais coisas". Quando já lá estamos, dispersa por todo o lado. Lá vou eu atrás dele, sempre a dizer-lhe: "Está quieto, Guilherme. Não mexas nisso. Deixa isso onde está, olha que partes!". A dada altura, já exausta pelo tempo que ele demora aos saltos de alegria sempre que segura num jogo novo, puxo-o pela mão, dizendo que está na hora de ir buscar o que era suposto comprarmos e ele, resignando-se, vem comigo...
...até que passamos pelas Playstations. "Posso ficar a jogar um bocadinho?", pergunta-me ele. Eu respondo-lhe que pode e que volto para o ir buscar depois de falar com o senhor da caixa para pedir informações sobre qualquer coisa de responsabilidade. Coisas de que os adultos tratam. Deixo-o lá a jogar com os outros meninos (nunca têm mais de 11 anos), vou tratar das minhas coisas e, a dado momento, ele invade a sala onde me encontro a assinar um contrato e pergunta se já está e quando é que podemos ir embora. Digo-lhe que é só mais um bocadinho, que pode ir ver outras coisas e que já o vou buscar. Ele vai, e passado um bocado vou ter com ele para o chamar, de modo a irmos para a caixa pagar o que quer que ele tenha comprado. Pomo-nos na fila, mas ele não pára de olhar à volta e de me chamar a atenção para mais não sei quantas coisas que vê nos expositores. "Não pode ser, só podemos levar isto", explico-lhe. Ele mal me deixa acabar a frase, larga-me a mão e corre efusivamente em direcção a uma venda de gomas que agora vêm em caixas que pretendem fingir ser medicamentos.
"Gui!", chamo. Nada.
"Gui!", repito. Continua a admirar as gomas.
"Guilherme!", e aí olha, porque disse o nome todo e levantei a voz. "Anda para aqui, vá, a seguir é a nossa vez".
Ele lá vem ter comigo e é só nesse momento, em que olho para o lado e assisto a uma senhora a tentar que o filho de 6 ou 7 anos não lhe fuja das mãos quando estão na fila para pagar, que percebo que levar o Gui à Fnac ou, daqui por uns anos, levar os meus rebentos, é exactamente a mesma coisa.
Por meio de um lembrete gentilmente dado à minha pessoa pela Hotmail, dei-me conta que já passou da meia noite e que, portanto, é o aniversário de uma grande amiga minha. Sei que vos falo pouco dela por estas bandas, mas é porque, infelizmente, o tempo que passamos juntas é muito pouco. Especialmente desde que ela se mudou.
Estou a falar-vos da Andreia. Faz 22 anos hoje e lembro-me de festejarmos o aniversário dela desde sempre. Este ano não podemos fazê-lo juntas, como é costume, porque ela está em Londres há uns bons tempos. É mais uma de tantas que foram tentar a sorte noutro lugar. E é estranho ver as coisas assim, já que sempre andámos juntas para todo o lado. Era certo e sabido que, quando faltava à escola, ela vinha sempre visitar-me para saber se eu estava bem. Estava sempre preocupada, sempre pronta a ajudar, e mesmo com alguns devaneios típicos dela, era uma das melhores amigas que eu tinha.
Tinha e tenho, atenção. Sei que posso contar com ela para tudo e que só não me ajuda se não tiver mesmo como fazê-lo. Às vezes tenho uma súbita vontade de combinar um café com ela, ainda não me habituei à ideia de a ter longe. Mas é assim mesmo que a vida funciona. Mais cedo ou mais tarde, cada um toma o seu rumo e o seu lugar. Eu mudei-me para Coimbra, ela mudou-se para Londres, e a única coisa que temos em comum continua a ser o facto de termos as casas dos papás na terriola. Ainda tenho esperança de vê-la este Verão. E só espero que o próximo ano me permita dar-lhe os parabéns de outra forma.
Um feliz aniversário, minha amiga de sempre e para sempre!

