...porque se acaso se vivesse do que se gosta, a música pura e simplesmente pagava-me as contas. Não a música como a tenho vivido, porque confesso que tocar em bares inundados de cerveja e onde o fumo do tabaco não nos deixa ver quem está, ainda para mais a cantar músicas que muitas vezes não me agradam minimamente, não é bem o que eu entendo por viver da música, ou como gostava de a viver.
Só quero bom material de gravação, para gravar boas covers e pôr online. Quero estar sossegada em casa a cantar como sei e, quando tiver que sair daqui para cantar, que seja o que gosto e como gosto. Odeio ter que obrigar o público a gostar, porque não gosto de ver a música como uma obrigação, e sim uma paixão que tenho desde que me conheço por gente. Quero cantar e actuar para quem me quiser ouvir, para quem vai lá porque já sabe o que vai ouvir, e já sabe que é aquilo que quer, em vez de estar num local a cantar Katy Perry porque o "dono" da banda decidiu que é o que pega, e ter três ou quatro idiotas aos berros a mandar-me cantar Xutos. Porque, acreditem, isso é o que acontece mais.
Não me estou a armar em estrela nem nada, mas é o que sinto. A música para mim tem que ser pura, um complemento de pessoas, uma forma de comunicação. Eu estou no palco e interligo-me com quem está na plateia, num momento em que todos os presentes partilham o prazer de ouvir e fazer boa música. Só isso. Boa música.




















































