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| (via We Heart It) |
Atendendo à própria palavra, o minimalismo é tudo aquilo que se reduz ao mínimo e essencial e que não seja poluído pelo excesso de elementos ou coisas. Existe minimalismo na decoração, no lifestyle, na pintura, na música, em tantas coisas.
Quando comecei a morar com o Gui tinha esta extrema urgência e vontade de decorar tudo, cada canto, acrescentar coisas, encher as prateleiras e gavetas, ter quadros nas paredes, coisas atrás de coisas. De início isso parecia-me fantástico porque acrescentava algo nosso a qualquer lugar onde estivéssemos a morar. Dava-lhe a nossa cara, a nossa essência e um bocadinho de nós. No entanto, estando nós há quase dois anos no mesmo lugar, ter muitas coisas passou a ser algo extremamente saturante.
Fui descobrindo o conceito de minimalismo aos poucos, através de websites como o We Heart It, o Tumblr e o Pinterest, que são excelentes fontes de inspiração e um meio de dar a conhecer "outros mundos" através de imagens. De início não achava grande graça - que piada tem ter um quarto tão vazio? Onde está a decoração aqui?, mas à medida que fui vendo e descobrindo, fui também interiorizando e percebendo. Ter pouco pode realmente ser a chave para uma mente limpa.
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| (via Pinterest) |
Com o passar do tempo percebi que tinha realmente coisas a mais. E isso dificultava-me em vários campos. Visualmente, era terrível. Demasiadas cores, demasiados objectos, demasiada informação para assimilar. Não me transmitia uma sensação de calma ou conforto, apenas de confusão, caos e entulho. Para limpar era uma desgraça. Quantas mais molduras, acessórios e coisas extras houver, mais pó acumulam, mais trabalho dá para fazer limpezas, mais facilmente se desarruma e não se volta a arrumar.
Na cozinha, especialmente, era caótico. Ainda é um pouco, na verdade, porque ainda não tirei o tempo que gostava de tirar para organizar todo o conteúdo. Mas a verdade é que vocês não têm noção da quantidade infindável de loiça que temos cá. Pior: a maior parte só está a ocupar espaço e não é utilizada. Somos só dois, não há necessidade de ter três serviços de chá e café diferentes! Mas temos. Aliás, cometemos a estupidez de os levar connosco em cada mudança de casa que fizemos na vida, em vez de simplesmente destralharmos. Podíamos ter vendido, doado, guardado no sótão, tanta coisa! Mas simplesmente carregámos connosco estes e tantos outros objectos descartáveis, e agora estas coisas entopem os armários e as prateleiras, roubando espaço para o que é realmente necessário, dificultando o acesso ao que realmente utilizamos, tornando o ambiente caótico e desarrumando, e acumulando pó para ser limpo.
O minimalismo não precisa necessariamente de ser radical e implacável. A meu ver, tudo o que se torna exagerado perde o sentido. Não significa que não possamos ter fotografias expostas, ou livros na prateleira, ou umas canecas a mais. Não se trata disso. Trata-se apenas de não entulhar, não entralhar (isto não era uma palavra mas passa a ser) e deixar o ambiente (e a própria vida, se assim quisermos!) mais clean.
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| (via Pinterest) |
Deixo-vos aqui um desafio minimalista para uma semana. Uma semana é pouco, e é apenas uma "actividade", se lhes quisermos chamar assim, por dia. Quase não se sente, no entanto tenho a certeza que fará a diferença e que se sentirão menos cheios e fartos no final desta semana. Experimentem.
Experimentem ser minimalistas por uma semana e, quem sabe, sejam minimalistas (e consequentemente, mais leves de espírito) pelo resto da vida.
xoxo ♥



















